Recurso cresce cada vez mais e é sinônimo de conforto e segurança para pacientes
Mesmo não sendo uma novidade nos serviços de saúde, o atendimento domiciliar ganhou mais visibilidade com a pandemia do novo coronavírus, quando as pessoas passaram a ficar mais em casa a fim de evitar a propagação da doença.
Buscar o conforto na hora da assistência à saúde é essencial para uma melhor reabilitação, mas ainda há pouca informação a respeito dos benefícios do home care, sobre o qual também pairam muitas dúvidas. Confira cinco curiosidades sobre o serviço:
1. Atendimento domiciliar é diferente de internação domiciliar
Receber atendimento domiciliar é diferente de estar em uma internação domiciliar. Gerente comercial da Lar e Saúde, referência nacional em atenção domiciliar, Nathalie Baggio explica que há uma grande diferença entre as duas modalidades de cuidados.
“O atendimento domiciliar geralmente é voltado aos pacientes com menor complexidade, isto é, com menor necessidade de acompanhamento especializado, como aqueles que precisam de algumas sessões de fisioterapia, visita médica ou outra especialidade, para receber medicação ou curativo, por exemplo”, conta. Normalmente são atendimentos com prazo mais curto, muitas vezes pontual.
2. O home care pode ser para qualquer perfil
Um atendimento domiciliar não se restringe apenas àqueles que não podem sair de casa. É verdade que a maioria dos pacientes são idosos ou aqueles com dificuldades de locomoção, como pessoas com deficiência, casos pós-cirúrgicos, indivíduos que precisam de suporte de oxigênio, pacientes que sofrem de doenças cardiovasculares. A pandemia de Covid-19, entretanto, fez crescer a aderência de outro perfil de paciente ao serviço.
“As pessoas têm evitado ir a consultórios e hospitais, tanto para acompanhamento de rotina quanto para casos agudos. Nesse cenário, elas podem experimentar o teleatendimento, que nós também ofertamos, ou serem atendidas com visita presencial em seu domicílio, com menor risco de contágio e exposição”, conta a gerente da Lar e Saúde.
3. O paciente pode ter equipamentos hospitalares em casa
No atendimento domiciliar, é possível disponibilizar praticamente todos os tipos de equipamentos que forem de necessidade do paciente, como respirador mecânico, bomba de infusão de medicações e dieta, concentrador e cilindro de oxigênio, entre outros. A respeito do transporte do paciente para casa, é possível que ele seja realizado no próprio veículo da família. Se o caso for mais grave e haja dificuldades de locomoção, entretanto, uma ambulância pode ser acionada.
4. Cada paciente recebe um atendimento personalizado
Para uma melhor reabilitação, há uma avaliação individual, utilizando formulários específicos para a elaboração de um plano de cuidados adequado para cada paciente. As necessidades, afinal de contas, variam de pessoa para pessoa.
“Temos desde paciente que conta com um concentrador de oxigênio em casa e recebe visita de fisioterapia para reabilitação até uma pessoa em internação domiciliar que conta com serviço de enfermagem 24h e plano de cuidados bem robusto”, o que define quanto de atendimento é necessário é a doença, prognóstico e situação do paciente no momento, comenta Nathalie.
5. Profissionais de saúde em atendimento home care passam por capacitação especializada
No caso da Lar e Saúde, para que possa entregar um serviço de qualidade, há uma sala de treinamento e capacitação que simula um quarto com paciente disponível para treinamento. Ali, há um boneco que possibilita treinar punção venosa, infusão de medicação, aspiração de vias aéreas, com todos os equipamentos utilizados em casa.
Nesse ambiente, o profissional é treinado para desempenhar todos os cuidados que o paciente demanda. Além disso, existem treinamentos remotos e materiais sobre segurança do paciente.
Teoricamente, todo profissional de saúde pode realizar atendimentos domiciliares, mas a gerente da Lar e Saúde alerta que nem todos tem perfil para prestar esse serviço.
Além disso, é necessário ter maturidade para compreender o ambiente no qual está adentrando. É preciso ter habilidade, porque em muitos casos a família está bastante fragilizada.”
Fonte: Jornal da Saúde
Enviar mensagem